Número total de visualizações de página

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Versão final da proposta orçamental tem de ser melhor do que a inicial


CDS diz que versão final da proposta orçamental tem de ser melhor do que a inicial

O CDS-PP advertiu logo no primeiro dia de discussão na generalidade da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2013 de que é preciso explicar à 'troika' que os orçamentos se aplicam às pessoas e que só se estará à altura do momento se a proposta orçamental final for melhor do que a inicial.

O deputado João Almeida, que tomou a palavra após a intervenção do ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, no debate na generalidade da proposta de OE para o próximo ano, afastou-se das teses favoráveis aos modelos económicos de caráter determinista, defendendo (tal como fizera o Paulo Portas) que Portugal deve ter uma atuação "pró-ativa" e, como tal, "é preciso explicar à 'troika' (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia) que o Orçamento é para se aplicar às pessoas".

João Almeida, que além de vice-presidente do CDS é porta-voz oficial do partido, deixou também vários recados de caráter político, dos quais se destacou a ideia de que, para se "estar a altura do momento da situação do país, é preciso que o Orçamento que saia do Parlamento seja melhor do que a proposta que entrou".

"Se não se mudasse nada, não estaríamos à altura do momento", disse João Almeida, antes de deixar ainda avisos sobre o que se passou na execução orçamental do corrente ano. Para o deputado, é preciso explicar às pessoas o que terá corrido mal em termos de metas e se o cenário macroeconómico traçado é sustentável. "Se os objetivos oferecessem dúvidas, não conseguiríamos mobilizar os portugueses. Em política só se consegue fazer aquilo que se consegue explicar", disse.

O ministro de Estado e das Finanças respondeu de forma breve, comentando que o deputado do CDS falara de uma evolução diferente do cenário macroeconómico relativamente ao previsto e sobre a disponibilidade por parte do Governo e dos parceiros internacionais no sentido de procurar soluções para essa evolução imprevista. "Senhor deputado João Almeida, essa é a regra que está assente no funcionamento do programa desde o primeiro dia e foi de resto o processo usado no quinto exame regular [pela troika em Portugal], em que os limites para o défice e a dívida foram adaptados. Essa alteração é muito significativa e permite uma margem para o funcionamento dos estabilizadores automáticos que em 2012 foi fundamental", disse. Ou seja, segundo Vítor Gaspar, essa alteração "é portanto um exemplo do passado do tipo de prática sobre a qual interrogava o deputado João Almeida".

Terça, 30 Outubro 2012 22:09
In:CDS-PP







segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Estado deve planear, legislar, regular e fiscalizar


Intervenção de Assunção Cristas nas Jornadas Parlamentares CDS-PP/PSD

Assunção Cristas: Estado deve planear, legislar, regular e fiscalizar

 

O Governo deve “refocar a atenção do Estado", centrando-o nas funções de "planear, legislar, regular e fiscalizar", defendeu este sábado a Ministra Assunção Cristas.

A governante do CDS-PP que tutela a pasta da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território intervinha no terceiro e último painel das Jornadas Parlamentares do CDS-PP/PSD, dedicado às "Reformas na Administração e nas Políticas Económicas".

Assunção Cristas sublinhou ainda que "as leis estruturais [lançadas pelo Governo de coligação] vão permitir reformas radicais" no País.

Quanto às áreas sob sua tutela, Assunção Cristas explicou que o primeiro ano serviu para "arrumar a casa, identificar dívidas, começar a pagá-las" e trabalhar para "simplificar e desburocratizar".

Num ‘retrato' das suas áreas, com especial destaque para o setor agrícola, agroindustrial e florestal, a Ministra referiu que, pela primeira vez, haverá linhas de crédito de pequenas e médias empresas abertas ao setor agrícola e que com estas ajudas será possível "manter as boas notícias" do aumento de exportações no setor, que cresceu globalmente 13 por cento e em áreas como as dos frescos mais de 16 por cento.

Assunção Cristas sublinhou ainda que "por mês, se instalam na agricultura 240 jovens agricultores".

Sábado, 27 Outubro 2012 23:03

In:CDS-PP

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

COMUNICADO


Face às especulações surgidas relativamente à questão orçamental, e sem embargo da reunião com o Grupo Parlamentar que terei na próxima 6.ª feira, cumpre-me afirmar o seguinte:

1 – O CDS votará o Orçamento de Estado considerando que Portugal não pode ter uma crise política que agravaria, ainda mais, a situação económica e social extremamente sensível que o nosso País atravessa.

2 – O CDS valoriza a estabilidade num momento especialmente critico para Portugal, dado que nos encontramos sujeitos a um Programa de Assistência Económica e Financeira da comunidade internacional.

O CDS tem em atenção que Portugal depende desta assistência externa, de que é exemplo o financiamento que deverá ser aprovado na próxima semana.

O CDS leva ainda em conta a situação na zona euro, especialmente nalguns Estados-membros, e considera, por isso, que Portugal deve revelar prudência para evitar perigos suplementares.

O CDS sabe ainda que a inexistência de um Orçamento constituiria, em si mesmo, incumprimento dos compromissos estabelecidos com os nossos credores. Face a este quadro de referência o CDS deve colocar acima de tudo o seu dever de responsabilidade perante o País.

3 – Em coerência com o esforço feito dentro do Governo, e em articulação no quadro da maioria, o Grupo Parlamentar do CDS contribuirá para melhorar aspectos do Orçamento de Estado até à conclusão do respectivo processo.

4 – O CDS deve estar à altura das circunstâncias. O CDS tem o peso que os portugueses lhe deram. Sendo a terceira força política e acreditando nas instituições o CDS sublinha que, sobretudo numa situação de emergência nacional, todos têm um contributo a dar para assegurar a estabilidade política, o consenso nacional e a coesão social em Portugal.

O Presidente do CDS

Quinta, 18 Outubro 2012 07:07

terça-feira, 16 de outubro de 2012

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ABRANTES CONTRA AGREGAÇÃO DE FREGUESIAS


A Assembleia Municipal de Abrantes, reunida extraordinariamente na noite de sexta-feira, 12 de Outubro, manifestou-se contra a agregação de freguesias não emitindo, no entanto qualquer parecer sobre a Lei da Reorganização Administrativa uma vez que considera que a mesma "não serve os interesses nem do município nem das freguesias". A deliberação foi aprovada com os votos da maioria Partido Socialista, contando ainda sete votos contra do Partido Social-Democrata, três dos Independentes pelo Concelho de Abrantes (ICA) e um do deputado independente Maximino Chaves. A discussão da reforma administrativa, que era o ponto 3 da ordem de trabalhos, foi presenciada por dezenas de pessoas que ocuparam todos os lugares destinados ao público, e começou com a presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque a explicar que a autarquia até defende uma reorganização administrativa, mas não a que é definida por esta Lei, que obriga a uma redução de 50% das freguesias urbanas e 25% das freguesias rurais. Para João Viana Rodrigues, dos ICA, esta lei "é feia e má".

Já o eleito do CDS/PP, Jorge Tavares, defendeu uma reorganização administrativa global e não apenas do "elo mais fraco", as freguesias.

 Mais impacto provocou a intervenção de Manuela Ruivo, do PSD que chegou a apresentar uma proposta para fusão de algumas freguesias rurais e urbanas com base na premissa que "a lei é para cumprir". A líder da concelhia social-democrata apresentou uma proposta de agregação das quatro freguesias urbanas (S. João, S.Vicente, Alferrarede e Rossio ao Sul do Tejo), com sede em S. Vicente, e a agregação de Rio de Moinhos e Aldeia do Mato, e ainda a agregação de Souto, Fontes e Carvalhal. Esta proposta foi chumbada foi chumbada com 30 votos contra e três abstenções. Outro aspecto de realce foi quando, Diogo Valentim (PSD), presidente da Junta de Freguesia do Souto, apresentou uma moção de agregação das freguesias de Souto, Fontes e Carvalhal. O autarca argumentou que a proposta tinha sido aprovada pela população em Assembleia de Freguesia e que não pretendia entrar em discussões ou disputas com os colegas das outras freguesias mas a mesma não foi bem encarada pelos representantes das outras duas freguesias.

Ps: Voto de abstenção do CDS-PP

14 Out 2012

In: Mirante on-line

CDS DEVE CHUMBAR OE E TIRAR TODAS AS CONSEQUÊNCIAS POLÍTICAS


Vice-presidente do CDS assume possível "crise política", remetendo para Cavaco a solução.

O vice-presidente do CDS, José Manuel Rodrigues, defende que o partido deve "chumbar" este Orçamento do Estado para 2013 e tirar daí "todas as consequências políticas", mesmo que isso signifique "abrir uma crise política". O líder do CDS-Madeira diz que a questão "foi discutida na reunião da comissão executiva" com Paulo Portas ontem à noite e que o aumento "brutal da carga tributária" só deixa "um caminho" ao partido: "manifestar ao Presidente da República a intenção de não aprovar este OE e, no limite, chumbar".

Para José Manuel Rodrigues "se não houver um novo Orçamento do Estado, a coligação está condenada e Portugal tem de ir para uma crise política, que terá que ser resolvida pelo Presidente da República conforme os seus poderes constitucionais". "A democracia terá mecanismos para resolver essa mesma crise política", sustenta.

As declarações deste dirigente confirmam a informação veiculada hoje pelo Diário Económico de que a hipótese de o CDS pedir uma reunião informal a Cavaco Silva está em cima da mesa e que a saída do Governo foi ontem uma das hipóteses discutidas na reunião com Portas. O Diário Económico também sabe que o encontro do núcleo duro do CDS serviu "para lavar a alma", segundo avançou fonte presente na reunião, e que "todos os cenários foram debatidos".

Um cenário que surge após a apresentação final do Orçamento do Estado para 2013, onde o ministro Vítor Gaspar sinalizou não haver "margem de manobra" para negociar este documento. Embora hoje o governante tenha ido ao Parlamento desafiar os deputados a apresentar propostas alternativas de corte na despesa que permitam "calibrar" o agravamento fiscal, sublinhando contudo que qualquer alteração tem de passar no crivo da 'troika'.

José Manuel Rodrigues condena qualquer hipótese de afastamento negocial no Parlamento: "isso contraria a Constituição, porque é a AR que tem competência exclusiva para discutir e aprovar o OE. Estamos perante um muro que é o senhor ministro das Finanças, que acha que tem uma receita fantástica para as finanças públicas. A receita pelos vistos falhou em 2012 e tememos que falhe em 2013".

É neste contexto que este responsável considera que "é melhor ter uma crise política neste momento, do que ter um orçamento em 2013 que vai sacrificar brutalmente as famílias portugueses, fechar milhares de empresas, provocar milhares de desempregados, do que estar aqui numa paz podre que não interessa a ninguém".

Na base da posição deste centrista está aquilo que considera ser "um mau OE para o país" e "inaceitável" para o CDS porque prevê um aumento "brutal" da carga tributária, lembrando que o partido tem "um contrato eleitoral com quem votou" nele. José Manuel Rodrigues frisa que o CDS "não pode aceitar que o equilíbrio e a consolidação orçamental seja feita 80% do lado da receita, carregando brutalmente nos impostos, designadamente no IRS, e apenas 20% do lado da despesa".

In; Económico
16/10/2012

QUALQUER ORÇAMENTO TEM MARGEM PARA SER ALTERADO"


CDS só falará oficialmente amanhã mas dois deputados do partido já fizeram saber que rejeitam que o Orçamento seja "inalterável".

Oficialmente, o CDS não vai dizer hoje uma única palavra sobre o Orçamento do Estado para 2013. Mas as reacções dos deputados centristas são sintomáticas daquele que é o sentimento do parceiro de coligação do PSD neste Governo: desilusão e negação.

O porta-voz do partido deixou isso bem claro na sua página de Facebook: "Qualquer orçamento tem margem para ser alterado no Parlamento. Negá-lo é negar o fundamento do parlamentarismo e do sistema democrático", escreveu João Almeida.

Um comentário em tudo semelhante com o do coordenador do CDS na comissão de Orçamento e Finanças. Adolfo Mesquita Nunes, que em Setembro disse que o partido tinha informado a ‘troika' de que não era possível agravar ainda mais a carga fiscal, vem agora deixar o aviso: "Não esperem de mim que aceite que este Orçamento de Estado é, tal como está, inalterável. E terei oportunidade de o dizer directamente ao Ministro das Finanças", escreveu também no Facebook.

15/10/12 20:45

In; Económico

sábado, 13 de outubro de 2012

DEVEMOS HOMENAGEAR A CORAGEM, EMPREENDORISMO, DE EMPRESÁRIOS E TRABALHADORES


Hélder Amaral, vice-presidente da bancada democrata-cristã enalteceu hoje o esforço dos empresários portugueses que, apesar da crise generalizada, "com todo o esforço, mérito e empenho, conseguiu adaptar-se às difíceis circunstâncias", resultando no facto de Portugal ser hoje um país mais exportador e para mais destinos.

Numa declaração política, o deputado do CDS-PP afirmou ainda que "devemos pois prestar homenagem a coragem, empreendorismo, de empresários e trabalhadores, mas para o CDS-PP também os esforços do Governo nesta área têm sido decisivos para este bom desempenho das exportações: é hoje claro que existe um guião coerente e articulado para a promoção e a defesa dos interesses da economia nacional no exterior".

Declaração política de Hélder Amaral:

Senhora Presidente, Senhoras e Senhores Deputados,

Foram ontem conhecidos os dados que confirmam que nos primeiros 8 meses deste ano, as exportações portuguesas de bens cresceram 9,6%, o que significa uma subida de mais de 2,6 mil milhões de euros, tendo, por sua vez, as importações diminuído 4,3%.

Tais factos significaram uma redução da Balança Comercial em mais de 4,3 mil milhões de euros.

Em 2012, existiram meses em que as exportações cresceram quase 14%, como é exemplo o mês de agosto, o que correspondeu a um aumento de mais de 400 milhões de euros comparativamente com o período homólogo do ano passado. Algo que é extremamente positivo para a economia portuguesa.

Com uma Europa em crise, o tecido empresarial português, empresas empregadoras e trabalhadores com todo o esforço, mérito e empenho, conseguiu adaptar-se às difíceis circunstâncias, e o resultado é que Portugal é hoje um país mais exportador e para mais destinos.

Devemos pois prestar homenagem a coragem, empreendorismo, de empresários e trabalhadores, mas para o CDS-PP também os esforços do Governo nesta área têm sido decisivos para este bom desempenho das exportações: é hoje claro que existe um guião coerente e articulado para a promoção e a defesa dos interesses da economia nacional no exterior.

A AICEP encontra-se actualmente integrada no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em estreita articulação com o Ministério da Economia, o que contribui para incluir a dimensão da internacionalização da nossa economia como elemento essencial da política externa portuguesa.

Assim, enquanto as exportações portuguesas, nos 8 primeiros meses do ano, para dentro da União Europeia cresceram 3,8%, apesar da forte retração destes mercados, por seu turno, para fora da União, cresceram 27%. Hoje, o comércio com os países extra-comunitários representa já 29% do nosso comércio com o exterior.

A título de exemplo, só para a China, de janeiro a junho, Portugal exportou 441 milhões de euros em bens, um valor em muito superior aos 156 milhões de euros exportados para aquele país no mesmo período do ano anterior, o que corresponde a um aumento de 182%!

Por conseguinte, são esperados resultados muito positivos para a balança comercial portuguesa.

O Banco de Portugal prevê que o valor das exportações portuguesas supere, no final deste ano, o valor das importações.

Será a primeira vez que tal acontece desde 1943.

Desde então Portugal comprou sempre mais ao exterior do que vendeu, mas este ano, de acordo com as previsões, tal deverá ser diferente.

O Portugal que exporta é um exemplo para todos de que é possível vencer dificuldades, que há qualidade e boa imagem do País nos principais mercados.

Com efeito, o que Portugal exporta diz-nos que é possível fazer mais e melhor, que é possível ultrapassar o atual momento com menos ilusões, com mais clareza, concentrados no que é essencial, e com menos instabilidade e menos paragens nos diversos sectores. É neste contexto, que as greves nos Portos portugueses são mais uma dificuldade que urge ultrapassar.

SENHORA PRESIDENTE, SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS,

Os Portos portugueses possuem esta importância acrescida para o interesse nacional.

 O CDS-PP vê com muita apreensão as greves, nomeadamente as do setor portuário.

A título de exemplo, de acordo com o Presidente da Associação Comercial de Lisboa, neste mês, as empresas que exportam através do Porto de Lisboa deverão ter um prejuízo de 425 milhões de euros… ou a perda de um milhão de euros que se perdem por semana, segundo os produtores de Pêra-rocha.

O CDS-PP defende que o direito à greve é um direito legítimo e fundamental. Contudo, num momento difícil de emergência nacional, num momento em que os sacrifícios são muito exigentes, num momento em que as exportações apresentam um grande dinamismo, é preciso que todos saibam estar à altura das suas responsabilidades.

É-nos, por isso, exigida uma reacção patriótica. É-nos, por isso, exigido que estejamos à altura daquilo que os portugueses esperam de nós. E isso significa ter bom senso, ponderação e concertação.

Por conseguinte, hoje dizemos com clareza que a greve dos Portos, com as razões que possam ou não existir, não respeitam os interesses dos portugueses das empresas e dos trabalhadores, e não contribuem para que estas, num mundo global cada vez mais competitivo e exigente, possam responder com eficácia ao interesse nacional e aos direitos dos trabalhadores.

Sem rodeios e com clareza, quando existe um país que trabalha, que se esforça e que procura vencer os desafios, não pode haver outro país que pára, podendo colocar em causa o desenvolvimento e a sustentabilidade da economia nacional. O Governo, dentro da legalidade e com os mecanismos previstos na lei, pode e deve intervir, pois trata-se de uma questão de independência nacional de Portugal e dos portugueses.

In: CDS-PP

Quinta, 11 Outubro 2012

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

CDS-PP PEDE A PASSOS COELHO SINAL CLARO DE QUE PENSÕES MÍNIMAS, SOCIAIS E RURAIS NÃO SERÃO CONGELADAS


O presidente do grupo parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, pediu hoje ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, "um sinal claro" de que as pensões mínimas, sociais e rurais não serão congeladas.

"Gostaríamos aqui, porque é disso que um milhão de portugueses estão à espera lá fora, um milhão de pensionistas, se podemos ter aqui um sinal claro que mesmo nestes sacrifícios adicionais, não haverá, como num passado recente houve, congelamento de pensões mínimas sociais e rurais", questionou Nuno Magalhães. O deputado do CDS intervinha no debate das moções de censura apresentadas pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda.

Sublinhando que o processo orçamental ainda está no início, Nuno Magalhães disse que a bancada do CDS não esquece que o "momento é de enorme exigência" e que "por isso é também necessário que se tenha a noção que é preciso proteger os mais desfavorecidos".

Nuno Magalhães defendeu que a "grande preocupação" com as pensões sociais, rurais e mínimas deve ter como contrapartida "mais rigor na atribuição de prestações sociais", nomeadamente na atribuição do RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇÃO.

Durante a sua intervenção, Nuno Magalhães defendeu ser desejável a diminuição da receita fiscal mas frisou que isso só é possível se houver cortes na despesa. "Só é possível não aumentar a receita fiscal, e até diminuir a receita fiscal como nós achamos que é desejável, se cortarmos na despesa", afirmou o líder parlamentar do CDS, acusando o PCP e o BE de só apresentarem propostas para aumentar a despesa.

"Aqueles que dizem que há um aumento, e há um aumento significativo, da receita fiscal são aqueles que diariamente aqui só propõem mais despesa, mais despesa mais despesa. Fecha-se um tribunal, lá está o dr. Louçã a dizer `não pode ser´, fecha-se um centro hospitalar, lá está o dr. Bernardino a dizer `não pode ser´, encerra-se um serviço público lá está o deputado Jerónimo de Sousa a dizer `não pode ser´", criticou.

Nuno Magalhães defendeu que o caminho é "cortar na despesa, nas PPP [Parcerias Público Privadas], nas empresas públicas, nos consumos intermédios", afirmando esperar que isso se concretize durante o processo orçamental.

O líder da bancada do CDS defendeu que Portugal deve "pagar o que deve", ser "um Estado de bem" e manter-se na União Europeia, e acusou PCP e BE de ignorarem que o país deve dinheiro e que recebe dinheiro para pagar despesas correntes na Educação, Saúde e Segurança.
 

Quinta, 04 Outubro 2012 12:41

 

In: cds-pp

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CDS PEDE "CORAGEM" PARA CORTAR DESPESA


Na primeira declaração oficial do CDS sobre as novas medidas, o deputado Hélder Amaral pediu "coragem" para cortar na despesa.

Numa curta conferência de imprensa no Parlamento, Hélder Amaral afirmou que "para quem pensa como nós [o aumento do IRS] é uma matéria preocupante". "Esta medida deve-nos preocupar", acrescentou.

Por isso, continuou, o CDS, um dos partidos que sustenta a maioria, pede "coragem suficiente do lado da despesa" para que se possa "aliviar esta carga fiscal".

Remetendo mais declarações aquando do conhecimento de "mais detalhes sobre estas medidas", Hélder Amaral insistiu na necessidade de "encontrar nessas medidas, do lado da despesa, um conjunto de cortes que possam aliviar este aumento fiscal".
03/10/12 17:25
In: Económico

terça-feira, 2 de outubro de 2012

NOVO MODELO DE PORTAGENS NAS EX-SCUT ENCONTRADO PELO GOVERNO “É DE LOUVAR”


O CDS-PP saudou hoje o novo modelo de tarifas das antigas Scut (estradas sem custos para o utilizador) adotado pelo Governo.

De acordo com o deputado Hélder Amaral, o novo modelo “é de louvar e de aproveitar”, tendo em conta o “momento atual e as condições em que o país vive”. O parlamentar, que ocupa uma das vice-presidências da bancada do CDS na Assembleia da República, comentou desta forma o novo regime das ex-Scut, que prevê, a partir de hoje, uma redução de 15% das portagens para todos os utentes.

“É evidente que não sendo possíveis as isenções regionais e as isenções para residentes – que seria o modelo ideal – este modelo encontrado pelo Governo, no momento atual, nas condições em que o país vive, é de louvar e é de aproveitar, porque os utentes todos terão 15% de desconto e as empresas de transportes passam a ter descontos de 25% – o que é razoável”, sustentou Hélder Amaral. Para isso, disse, basta que “a sua utilização da autoestrada seja agora uma utilização mais parcimoniosa e racional, ou seja, utilizar a autoestrada no período em que ela tem menos frequência, que é o período noturno, o que faz com que poupe em emissão de CO2 [dióxido de carbono], poupe em constrangimento e poupe, até, em segurança e fluidez”.

Segundo o deputado do CDS, “este modelo merece, da parte do partido, um forte aplauso, porque é um modelo razoável e preenche aquele princípio de transformar as autoestradas em algo competitivo: quem utiliza mais, paga menos, no sentido de captar tráfego, já que as autoestradas têm perdido imenso tráfego”. Por isso, frisou, “este modelo é, para nós, um modelo que respondeu bem ao problema que era não conseguir fazer isenções”.

“Tendo em conta o momento atual do país, e tendo em conta que havia um forte constrangimento em termos de diretiva comunitária, em alternativa de se adiar por mais três meses as intenções, acho que o Governo acabou por adotar a única medida possível, tendo em conta o momento do país, que era acabar com as isenções, uma vez que não era possível manter a discriminação positiva em razão da origem geográfica e em razão da nacionalidade, que era contra as leis comunitárias”, explicou Hélder Amaral.

Para o deputado, “a solução que o Governo encontrou é uma solução que acaba por ser justa e ser bem vista, é razoável do ponto de vista da justiça, porque beneficia as empresas de transporte de mercadorias, muitas delas sediadas no interior” do País. “Só quem não andou na antiga Estrada Nacional n.º 1 e nunca foi ao Porto sem ser na A25 é que não sabe quais eram os custos para as empresas e para as pessoas de se deslocarem. Demoravam quase um dia inteiro a chegar a Lisboa”, observou o parlamentar.

Terça, 02 Outubro 2012 13:34

In: CDS-PP