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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Imposto sobre pensionistas “é a fronteira que não posso deixar passar”


 
Paulo Portas assumiu que está contra a taxa sobre pensões, anunciada pelo primeiro-ministro sexta-feira.
 
"O senhor primeiro-ministro percebe que esta é a fronteira que não posso deixar passar", afirmou o presidente do CDS-PP, referindo-se Paulo Portas ao novo imposto sobre os pensionistas, anunciado pelo primeiro-ministro sexta-feira hoje numa comunicação ao país em reacção aos novos cortes anunciados por Pedro Passos Coelho na sexta-feira.
Paulo Portas comprometeu-se a procurar medidas suplementares que substituam a nova contribuição sobre as pensões. "Farei tudo para que se poupe quem deve ser poupado", defendeu. "Quero, queremos todos  uma sociedade que não descarte os mais velhos", acrescentou o líder do CDS.
Embora tenha assumido uma frontal divergência, com o PSD, principal partido do Governo, em relação a esta taxa sobre os pensionistas, Paulo Portas manifestou apoio às restantes medidas fazendo questão de frisar que foi o CDS que conseguiu impedir que a idade da reforma subisse para os 67 anos. "A questão da idade da reforma ocupou bastante do meu tempo. Confesso que fiquei incomodado com a notícia de há algumas semanas de que o Governo queria colocar a idade da reforma nos 67 anos, talvez isso correspondesse a algum ímpeto externo, mas não havia consenso no Governo para uma medida dessas, com as consequências políticas, sociais e técnicas que ela teria. Felizmente não será assim".
Na sua declaração, que demorou cerca de meia hora, Paulo Portas dirigiu palavras muito duras à troika. O líder democrata cristão classificou de "situação vexatória" o facto de o país estar intervencionado e defendeu, não vê "nenhuma vantagem em voltar a estender a mão como pedintes nem de estender a permanecer desses senhores entre nós". "Não observo nas equipas técnicas da troika suficiente flexibilidade que dê substância ao discurso" de muitos dos seus representantes que invocam a necessidade de apostar no crescimento económico e no alívio da austeridade.
 
Fonte: Diário Económico

Domingo, 05 Maio 2013 00:00