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terça-feira, 28 de julho de 2009

CDS APOSTA EM FILIPE LOBO D’ÁVILA PARA REELEGER DEPUTADO POR SANTARÉM


Filipe Lobo d’Ávila, membro da Comissão Directiva Nacional do CDS-PP, é o cabeça-de-lista do partido pelo distrito de Santarém às próximas eleições legislativas.

O candidato, com raízes familiares em Almeirim, tem 34 anos, é advogado, foi director-geral do Ministério da Justiça e é um dos principais nomes do partido para as questões da justiça.
Filipe Lobo d’Ávila foi apresentado oficialmente numa acção de rua, no mercado de Santarém, junto à praça de toiros, em que participou o presidente do CDS-PP, Paulo Portas.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Portas afirmou que o objectivo do partido é reeleger o deputado pelo distrito de Santarém, perdido nas últimas eleições legislativas de 2005.

Paulo Portas considera que o objectivo está ao alcance do partido tendo em conta o resultado alcançado pelo CDS nas eleições europeias deste ano, nas quais obteve 8,03 por cento dos votos.

“O nosso objectivo principal é fazer recuar a esquerda no distrito e debater temas como a agricultura, o apoio às pequenas e médias empresas, as falências, o desemprego jovem, entre outros”, disse à Lusa, o candidato Filipe Lobo d’Ávila.

A agricultura esteve no centro do discurso de Paulo Portas, já na Casa do Brasil, na apresentação do candidato à Câmara de Santarém, Tiago Leite.

Paulo Portas acusou o ministro da Agricultura, Jaime Silva, de ter sido “um calvário para a agricultura portuguesa” e de ter “decapitado” o sector.

“É um incompetente e felizmente o seu consulado está a chegar ao fim”, disse Paulo Portas.

O líder do CDS-PP propôs um conjunto de medidas para o sector, que passam pela aplicação “rápida e máxima” dos fundos comunitários disponíveis, pelo pagamento das ajudas aos agricultores, pela simplificação e rapidez de procedimentos na aplicação do Programa de Desenvolvimento Regional (PRODER) e pelo apoio aos pequenos agricultores.

“Este ministro deixou por investir em Portugal cerca de 90% dos fundos comunitários disponíveis nos primeiros dois anos e meio de mandato”, referiu Paulo Portas, anunciando que este sector é uma prioridade para o partido e que Santarém foi a cidade escolhida para o CDS-PP realizar uma reunião de quadros, na próxima segunda-feira, na sede do partido, em que vão ser debatidas “medidas e preocupações da agricultura”, com vista à recolha de contributos para a realização do programa eleitoral do partido.

Além de Filipe d’Ávila, compõem a lista do CDS-PP à Assembleia da República os candidatos Herculano Gonçalves, actual presidente da Distrital do partido, Margarida Nett, vice-presidente da Distrital, Tiago Leite (Alpiarça), Luís Pistola (Ferreira do Zêzere), Solange Cruz (Abrantes), Aires Lopes (Santarém), Pedro Azevedo (Golegã), Celeste Henriques (Ourém) e Nuno Malta (Rio Maior).

CDS/DD

Abrantes Popular: A candidata do PS na sua "romagem" pelas festas e romarias anda fugida do povo

As fotos do seu blogue, relativas à sua "estadia" na Aldeia de Mato, que não reproduzimos propositadamente, mostram o jantar sem mais ninguém na esplanada - apenas as mesas com os candidatos têm toalhas pão e cervejas - e no dancing só aparecem alguns candidatos, pois nem todos, ao que parece, terão encontrado par para dançarem.

Problemas da paridade ou o divórcio do povo, em toda a linha?!

PAULO PORTAS DESAFIA JOSÉ SÓCRATES A FAZER CAMPANHA EM FEIRAS E MERCADO

Paulo Portas, desafiou hoje o primeiro-ministro, José Sócrates, a fazer campanha em feiras e mercados e “ouvir o que as pessoas dizem dele”.

Numa acção de rua realizada hoje no mercado semanal de Torres Novas, a segunda no distrito de Santarém no espaço de três dias - Paulo Portas já tinha estado no mercado de Santarém no passado domingo - o líder do CDS desafiou o primeiro-ministro e candidato do PS às legislativas a vir conhecer no terreno os problemas das pessoas.
Frisando que o seu partido aposta numa “campanha no terreno”, Paulo Portas salientou também que o CDS-PP vai fazer “uma campanha austera e o mais barata possível, porque o país não está para desperdícios”. “Não oferecemos nem publicidade nem brindes mas sim o nosso trabalho e a nossa convicção”, disse ainda Portas.

Aludindo ao tema da agricultura e ao protesto dos agricultores em Coimbra, Paulo Portas deixou críticas à política de agricultura do Governo e ao que considera ser “o calvário do consulado de Jaime Silva”, o ministro da Agricultura que o líder do CDS-PP considera ter tido “um profundo descuido” para com o sector.

“Quando há fraudes e crimes no BPN, o Estado vai a correr, à custa do contribuinte, meter a mão por baixo. Quando os produtores de leite, que contribuem para a economia nacional, vêem o seu rendimento esmagado, porque é que o sr. ministro da Agricultura não mexe uma palha?”, referiu Paulo Portas, considerando que a agricultura pode gerar riqueza para o país e ser um “sector estratégico como o mar e o turismo”.

Portas disse ainda que o Governo deve baixar a “pressão fiscal” sobre as pequenas e médias empresas (PME) e criticou o facto de os empresários terem que pagar, já em Julho, os Pagamentos Especiais por Conta.

“Esses pagamentos são uma antecipação de lucros que as empresas não sabe se vão ter este ano”, frisou Portas, apontando ainda para o facto de estarem a aumentar as falências e de, simultaneamente, estar a diminuir o número de novas empresas.

“Este ano houve menos 1700 novas empresas e tão grave é o facto de uma fábrica fechar como o facto de não abrir uma nova”, disse o líder do CDS-PP, acrescentando que as PME “garantem 2 milhões de postos de trabalho e muitas nem sabem se vão reabrir em Setembro”.

CDS/DD

PAULO PORTAS DIZ QUE ESTAVA CERTÍSSIMO QUANDO NEGOCIOU ENTRADA DA EMBRAER EM PORTUGAL

O presidente do CDS-PP declarou-se hoje “satisfeito” com os investimentos da Embraer em Évora, dizendo que “estava certíssimo como ministro da Defesa” quando negociou a entrada da empresa aeronáutica em Portugal.

Paulo Portas fez estes comentários à saída da Casa do Povo de Ermesinde, em Valongo, uma instituição social que visitou acompanhado pelo cabeça-de-lista do partido pelo círculo Porto às próximas eleições legislativas, Ribeiro e Castro.
O líder centrista recordou que a Embraer estreou-se em Portugal quando ele era ministro da Defesa (2002-2005), ou seja, antes do governo presidido por José Sócrates, investindo então na OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal SA.

Portas disse que o Governo de que fez parte recebeu a OGMA quase na ruína, “sem um tostão para pagar salários”, mas que, apesar disso, “fez-se um grande esforço” para salvar a empresa portuguesa procurando atrair investimento estrangeiro.

“Empenhámo-nos para que a Embraer fosse candidata, porque era uma empresa brasileira com grande potencial”, sustentou, considerando também que Portugal deve “ter laços” económicos com o Brasil.

“Fico contente que essa decisão tenha dado frutos e haja investimentos geradores de riqueza da Embraer em Portugal”, completou Paulo Portas, um dia depois do primeiro-ministro José Sócrates ter presidido ao lançamento da primeira das duas fábricas que a empresa se comprometeu a construir em Évora.

CDS/DD

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A LOJA das FREGUESIAS, talvez a maior fonte de animação do Centro Histórico

O Centro Histórico, ao contrário do que se faz crer por aí, erradamente, já se vê, nunca poderá ter muitos habitantes, porque as suas casas de habitação são pela natureza da sua antiguidade, necessariamente, habitações de reduzidas dimensões.
Colocar um Centro de Saúde no Centro Histórico, - onde reconhecidamente, não há um número grande de habitantes - quando se tem um enorme Hospital com o seu espaço interior meio aproveitado e um imenso parque de estacionamento sem outra utilidade, que não seja para os doentes e seus familiares, não parece ser uma solução muito vantajosa.
Portanto, caem pela base as afirmações avulsas, de que é preciso "repovoar" o Centro Histórico com mais habitantes, quando as condições de habitabilidade ainda não foram alteradas, persistindo em muitas obras de recuperação recente a exiguidade das divisões e a ausência de janelas em alguns quartos de dormir, a par da insuficiência de instalações sanitárias bem dimensionadas ou de escadas de acesso de todo incomportáveis, face às regras de utilização funcional, de acesso e de segurança que se exigem hoje em dia.
Aliás, os comerciantes não se queixam propriamente de falta de habitantes, mas sim, da falta de clientes. Clientes que vinham precisamente, das outras freguesias até à cidade, fazendo dessas deslocações uma dia de festa e de um dia de compras.
Foi esse ritual que se perdeu. Principalmente, desde 1994 com a infeliz "deslocalização" do Terminal Rodoviário para a ponta poente da cidade.
A velha garagem dos Claras, que após 1975 passou a Rodoviária Nacional, era a verdadeira "Sala de Visitas" do concelho. Por ali todos passavam, todos se cumprimentavam e acabavam por falar dos seus negócios e das suas experiências de vida. Mais modernamente o " Pelicano", também o Chave de Ouro, a Casa de Pasto do Felício, o Mercado Diário, o Largo da Câmara e tantos outros locais na cidade complementavam o panorama.
Então colocava-se um desafio, diante da possibilidade de encontrar um "remédio" capaz de restituir ao Centro Histórico outra motivação forte de procura por parte de todos os munícipes e seus familiares, em primeiro lugar e ao mesmo tempo que esse " remédio" pudesse ser apelativo para outros visitantes, nomeadamente os turistas.
É assim que nasce a SOLUÇÃO CDS da LOJA das FREGUESIAS.
A LOJA das Freguesias é uma montra do que são as nossas dezanove freguesias. No fim de contas, mostrar o que constitui o nosso concelho no seu todo e dá-lo a conhecer a todos s nossos conterrâneos e familiares, que mal conhecem outras terras fora da sua própria freguesia.
Por outro lado, o Centro Histórico passará a ser encarado, não só como o repositório das vivências históricas dos citadinos, mas como o "arquivo" - e bem vivo - das vivências e das riquezas de todas as nossa freguesias. Esse comprometimento colectivo será o fermento de uma outra era cultural para o concelho. O que é de cada uma das nossas dezanove freguesias é NOSSO!
Se o Centro Histórico puder acolher a amostra do que são as belezas locais, as casas, o Património em geral, as paisagens, os rios, as ribeiras, o céu, a floresta e as nossas gentes e costumes, o artesanato, então essa LOja das Freguesias voltará a dar outra imagem do concelho. Nada mais indicado para reunir essa exposição, tipo Centro Comercial das Amostras Locais, do que na velha Garagem dos Claras, devidamente ampliada no seu interior com um ou dois pisos abertos em "mezanine", para um átrio central, onde todos se víssemos unidos na procura cultural que nos animou e animará para sempre em todo o concelho de Abrantes.
Voltaremos ao tema, um dia destes...

O Museu não é uma questão de birra ou de cuspir para o ar...

A discussão dos 20 milhões de euros com o custo da obra, que depois viria a baixar misteriosamente, para metade e agora já há quem fale em 12,5 milhões de euros, mais o contrato com o Arqº Carrilho da Graça dos 750 mil euros, foram factos que ocorreram entre 2006 e 2007.
Nessa altura ainda havia quem não soubesse onde ficava Abrantes, nem sonhasse com a candidatura à Câmara. O presidente da Concelhia do CDS/PP, João Pico, foi dando nota do desagrado e colocou-se contra a tamanho despesismo. Mas fê-lo em 2007.
Essa fase terminou em 2007. Aqueles que acordaram para o problema, só a meio de 2009, - dois anos depois do tempo dessa discussão - tentam agora demagogicamente, recuperar o tempo perdido, como se todos não soubessem do que foi essa "parceria" da "unanimidade PS-PSD".
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O CDS não confunde o eleitorado, nem se confunde a si próprio.
O que o candidato João Pico disse na apresentação de 25 de Junho diante do arquitecto Carrilho da Graça foi isto:
- a) Não vê problema na torre, nem na altura desta;
- b) Preocupava-o a falta de janelas na torre, mas mal o arquitecto o informou de que havia mais janelas que não estavam ali na maqueta, logo retirou as suas críticas quanto às supostas paredes cegas, que não existiriam mais;
- c) Foi isso sim, um acérrimo defensor da integração do Museu no Centro Histórico, exigindo uma abertura e articulação com o Jardim da República e a reposição de novos espaços de estacionamento, facto corroborado com o arquitecto ali mesmo e que obrigou o presidente da CMA Nelson de Carvalho a vir à pressa remendar essa lacuna, anunciando que seria o mesmo arquitecto Carrilho da Graça a estudar a envolvente ao Museu e os novos parques de estacionamentos. Uma decisão infeliz e dispendiosa, pois não reconhecemos grande aptidão para a equipa de Carrilho da Graça em matéria de acessibilidades (veja-se o isolamento da Escola de Comunicação Social em Benfica, Lisboa).
Portanto, o candidato João Pico foi certeiro e assertivo.
Mas disse mais: não estava ali a discutir o financiamento e os custos, que lhe mereciam sérios reparos, em coerência com o que já havia dito e escrito dois anos antes (quando outros omitiram as suas opiniões), porque apenas interessava discutir com o arquitecto ali presente, o projecto de arquitectura.
Nem mais!
Como os contratos já estão há muito assinados, com o projectista e com os doadores das colecções, há que ter muito cuidado com o que se diz e com o que se faz. Porque uma tontice, do género de "suspender as decisões" neste momento, só daria motivo para indemnizações ao projectista e poderia colocar as valiosas colecções a caminho de outro concelho vizinho, pois os doadores poderiam ver nessa "suspensão" uma postura de ingratidão e hostilidade e dar-lhes o pretexto para uma ruptura contratual.
Quem não souber avaliar e prever estas situações, não pode aspirar a administrar com seriedade e responsabilidade o nosso munícipio.
Tão simples quanto isto.
Há alguma confusão ou alguma incoerência nisto?!
A confusão e a incoerência só vem de alguns incompetentes, que estão muito longe de perceber, que há um tempo para as negociações e há um tempo para assumir responsabilidades e avançar, sob pena de comprometer irremediavelmente tudo.
Tão simples quanto isto!
NOTA: A elaboração do projecto das novas instalações da Câmara, no edifício da ESTA e da ex- Rodoviária, foi questão que sempre mereceu a discordância do candidato João Pico. Nada de fazer confusões. O Museu é uma coisa e as novas instalações camarárias são outra coisa por sinal dispensável.
O que o Candidato João Pico defende para a garagem da ex-Rodoviária, é a LOJA DAS FREGUESIAS - uma exposição permanente das realidades locais e amostra cultural e turística.
João Pico

quinta-feira, 9 de julho de 2009

CDS COM NOVA LIDERANÇA PARLAMENTAR

O Deputado Pedro Mota Soares que foi até agora porta-voz do CDS e vice-presidente do Grupo Parlamentar foi convidado pela direcção do partido para substituir Diogo Feio que, deixa a liderança da bancada centrista na Assembleia da República, para assumir o lugar de eurodeputado em Bruxelas.
Os deputados centristas votam esta quinta-feira a nova liderança da bancada.

No âmbito da reorganização directiva, Nuno Magalhães passa a ser o porta-voz centrista. A direcção do CDS presidida por Paulo Portas convidou igualmente, o deputado João Rebelo para ser o coordenador da campanha para as próximas eleições legislativas de 27 de Setembro.

CDS

CDS INDICA TERESA CAEIRO PARA VICE-PRESIDENTE DO PARLAMENTO

O CDS-PP indicou a deputada Teresa Caeiro para substituir Nuno Melo na vice-presidência da Assembleia da República.

Se for eleita, sexta-feira, Teresa Caeiro será a terceira mulher a exercer as funções de vice-presidente do Parlamento.

Única mulher entre os 11 deputados do CDS-PP, Teresa Caeiro, jurista, é vice-presidente do partido desde o último Congresso, em Janeiro, e integra as comissões parlamentares de Saúde, da qual é vice-presidente, Trabalho, Segurança Social e Administração Pública, e Ética, Sociedade e Cultura.

Teresa Caeiro é a cabeça de lista do CDS pelo Círculo de Lisboa, nas legislativas de 27 de Setembro.

PAULO PORTAS QUER MAIS COMPETÊNCIAS PARA AS INSTITUIÇÕES SOCIAIS NOS BAIRROS PROBLEMÁTICOS

O líder do CDS-PP, defendeu esta quinta-feira a necessidade de contratualizar programas que permitam às instituições sociais ter uma maior acção na gestão dos bairros considerados problemáticos, onde convivem diariamente com as dificuldades das populações.
Durante uma visita à Associação dos Amigos da Damaia, na Amadora, o responsável afirmou que se as instituições particulares de solidariedade social, as misericórias e mesmo as paróquias entrassem em greve, o país ficaria "em coma a nível social", uma vez que estas entidades são "o braço da solidariedade" que "chega onde o Estado não chega". "Onde o Estado falha, eu escolheria uma instituição social de referência, entregava-lha a gestão de parte dos problemas e o Estado humildemente contratualizaria programas sociais. O Estado não convive diariamente com os problemas das pessoas, ao contrário dessas instituições", disse Paulo Portas, considerando que a validação de competências às associações é preferível à actual ineficácia de muitos programas de acompanhamento. O dirigente, que até Setembro quer visitar "cerca de 90 por cento" das maiores associações sociais da Amadora, Loures, Odivelas e Sintra, apontou o clima de insegurança como uma das principais dificuldades dos bairros mais carenciados da Área Metropolitana de Lisboa e lamentou que estas zonas sejam "esquecidas" quando não são palco de crimes ou conflitos mediáticos. "O Estado baixa os braços, mas a situação não é mais sustentável. Há muita gente por aqui que, mesmo que não o diga, pensa como nós, que está farta do clima de insegurança, da impunidade", referiu. Apontando o incidente ocorrido domingo no Bairro de Santa Filomena (Amadora), onde dois polícias foram baleados por presumíveis assaltantes, Paulo Portas mostrou a sua "firme solidariedade" para com os agentes das forças de seguranças e apelou aos poderes públicos - municipais e central - para ajudarem a criar um ambiente de trabalho, respeito, esforço e solidariedade nas áreas mais carenciadas. Para ajudar a criar esse ambiente, o responsável quer mais apoios para as instituições sociais e critica a discussão do novo Código Contributivo, que implica um aumento de pagamentos à Segurança Social. "É um erro estar a pedir mais impostos às instituições, que têm orçamentos limitados e poucos recursos para estar a encher as arcas do Estado", defendeu.


CDS com Público.pt

DIOGO FEIO DESPEDE-SE DO PARLAMENTO PORTUGUÊS

Emocionado, o líder da bancada do CDS-PP, Diogo Feio, que foi eleito para o Parlamento Europeu, despediu-se esta quinta-feira da Assembleia da República, no dia que classificou como o primeiro do resto da sua vida.

Naquela que disse ser a intervenção "mais difícil" que alguma vez realizou no plenário da Assembleia da República, Diogo Feio deixou "um sincero obrigado" à sua bancada parlamentar, estendendo depois os agradecimentos a todos os líderes dos restantes grupos parlamentares e demais deputados.
"De todos tive ensinamentos, todos me foram dando lições", reconheceu. Ao presidente da Assembleia da República, o líder parlamentar democrata-cristão agradeceu a forma como tem procurado dignificar o Parlamento, considerando Jaime Gama como um "exemplo". "É entre todos nós o melhor", sublinhou. Na resposta, todas as bancadas retribuíram os agradecimentos e elogios, com o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, a destacar o "elevado espírito institucional" com que Diogo Feio sempre pautou as relações com as restantes bancadas. Pelo BE, Luís Fazenda assinalou ainda a "forma correctíssima" como Diogo Feio desempenhou as suas funções, enquanto a vice-presidente da bancada do PS, Ana Catarina Mendes, sublinhou o seu "rigor e palavra". "É uma das pessoas com maior correcção no tratamento", acrescentou a deputada do partido ecologista Os Verdes Heloísa Apolónia. O líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, associou-se igualmente às palavras dos restantes deputados, gracejando que, ao contrário deles, não irá ter saudades de Diogo Feio, pois irão encontrar-se no Parlamento Europeu, para onde o presidente da bancada social-democrata também foi eleito. O presidente da Assembleia da República fez também questão de deixar uma palavra a Diogo Feio, recordando a "sincera e fantástica cooperação" que sempre teve para com a Assembleia da República. "A minha saudade é tanta, que até já tenho saudades das votações do Orçamento", gracejou no final Diogo Feio, confessando que terá "muito gosto" em regressar ao Parlamento português, caso algum dia isso se se proporcionar.

CDS com Público.pt