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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Paulo Portas: CDS-PP assinala saída da 'troika' com "orgulho, respeito e humildade"


O líder do CDS-PP e vice-primeiro-ministro Paulo Portas, sinalizou hoje que a saída do programa da ‘troika’ deve dar lugar a que as condições no País mudem para melhor, ainda que “passo a passo”.

Paulo Portas - que na sede do CDS-PP assistiu à chegada a zeros do relógio com o tempo que faltava para a saída de ‘troika’ de Portugal - referiu-se em específico a três compromissos deixados já pelo Governo: a recuperação progressiva de salários por parte dos trabalhadores da administração pública, a recuperação “substancial” do valor das pensões e o debate sobre a actualização do salário mínimo.

“O que é excepcional, em tempos excepcionais se justifica”, concretizou. Desta vez, porém, Portas não abordou o alívio da carga fiscal - nomeadamente ao nível do IRS -, que noutras ocasiões tinha defendido, comprometendo-se com a criação de condições que permitissem essa redução.

Referindo-se ao dia em que termina "o contrato com a ‘troika’" com “orgulho, respeito e humildade”, Portas destacou o “vexame” que o “co-governo dos credores” custou e reconheceu o “caminho com dúvidas e tensões”, mas ao longo do qual, diz, o Governo sempre assumiu "apenas um resgate, um empréstimo, um memorando e um calendário com a 'troika'".

Entre as vantagens para Portugal da saída de Comissão Europeia, BCE e FMI, Portas frisou que Portugal deixa de estar "obrigado a negociar leis com credores estrangeiros" e o regresso ao financiamento autónomo, com condições "vantajosas". Por outro lado, o líder do CDS disse que esta saída "não permite regresso à irresponsabilidade".

Pedindo que não se esqueça o que deu origem ao resgate - "défice após défice, dívida após dívida" -, assumiu que as condições inicialmente negociadas com a 'troika' não foram justas:

"Em desespero, o Governo da época foi bater à porta dos credores. Quando se negoceia com os credores em desespero, certamente o contrato não é justo". 

"Sócrates é pai do resgate e padrinho da 'troika'"

A saída do programa é também um ponto final "no tempo de procurar ganhar eleições sacrificando as próximas gerações", defendeu, avisando que os portugueses "vão pedir aos partidos e dirigentes que expliquem soluções razoáveis para a sustentabilidade das políticas no futuro". Apelou, por isso, à capacidade de "entendimento, consenso e compromisso" entre os agentes políticos e os parceiros sociais.

E deixou a pergunta: "Quem é que nos garante que não voltaremos a cair naquelas políticas que tornaram inevitável o resgate, trouxeram a 'troika' e causaram este sofrimento?"

Portas aproveitou ainda o anúncio da entrada de José Sócrates na campanha do PS para as europeias para acusar o ex-primeiro-ministro de ser o responsável por esse "sofrimento" que se seguiu ao pedido de resgate, pedindo que isso tenha consequências na hora de ir às urnas:

"Sócrates vai fazer campanha e pedir votos para o PS. Ele foi o pai do resgate, o padrinho da 'troika', o responsável por tanto sofrimento. Não lhe façamos a vontade".

 Sábado, 17 Maio 2014 19:16

 Fonte: Económico

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