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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Portas: “Um sexto de um terço dos votos não fazem uma revolução


O vice-primeiro-ministro utilizou o discurso de encerramento do debate da moção de censura a tentar evidenciar a falta de legitimidade do PCP para pedir a queda do Governo. "Felicitámos democraticamente o PCP pelo seu progresso relativo, mas não deixa de ser ligeiramente exagerado que 12% apenas do terço de portugueses que foram votar chegue para uma ruptura", resumiu Paulo Portas.


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Numa terminologia mais simpática para os comunistas, precisou Portas, "um sexto de um terço dos votos não fazem uma revolução, não estão reunidas as condições objectivas". "Sabemos todos que uma eleição parlamentar jamais causou a interrupção do ciclo político", à excepção de uma, em que o primeiro-ministro optou por se demitir (uma referência a António Guterres em 2001).

"Os portugueses sabem bem distinguir que eleições europeias são europeias, eleições autárquicas são eleições autárquicas e eleições legislativas são eleições legislativas", afiançou o vice-primeiro-ministro. E a "legitimidade mede-se em legislativas", afirmou.

"A tradição diz que o PCP só medra quando há dificuldade e desespero", por isso, os próximos tempos deverão ser menos positivos. "Num ciclo de mais crescimento económico, o PCP não medra, estanca e retrocede, é o que diz a história da nossa sociologia eleitoral". E, garante, "o País está em 2014 melhor do que 2013, e estará melhor em 2015 do que em 2014".

Portas comentou também o sentido de voto do PS. "O PCP decidiu apresentar uma moção de censura não para censurar o Governo mas para enredar o PS", descreveu. E se a intenção dos comunistas não surpreende, "pasma no entanto como o PS se deixou enredar". O vice-PM criticou a justificação de aprovar a moção por uma questão de "consciência".

Porém, "é ainda mais barroco o argumento de separar a fundamentação da moção da aprovação da moção. Isso é presumir que as ideias não têm consequências e que o voto não tem causas", constatou.

"O texto da moção não é caridoso com o PS, mas da hesitação da bancada fica a ideia que o PS quis ser generoso com o PCP", observa Paulo Portas. Em suma, "foi um contributo do PS para se afastar do centro político, não me parece que alguém lhes agradeça, muito menos o PCP".

Sexta, 30 Maio 2014 14:16

Fonte: Jornal de Negócios

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